Pedro de Albuquerque Araujo
Pedro de Albuquerque Araujo: contrabaixista, compositor e professor é Mestre pelo Programa de Pós-Graduação em Educação, Cultura e Comunicação em Periferias Urbanas da Faculdade de Educação da Baixada Fluminense (FEBF) da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), com bolsa CAPES (2010). É Especialista em Filosofia Contemporânea pela PUC-RIO (2010). Graduou-se em Educação Artística, Licenciatura Habilidade Música, pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO) - 2005. Foi, durante quatro anos (1999-2003), integrante da “Itiberê Orquestra Família”, sob a orientação de Itiberê Zwarg; gravou por este grupo o CD “Pedra do Espia” (2002), participou também da gravação do CD, “Mundo Verde esperança” de Hermeto Pascoal. Já como contrabaixista erudito tocou na OSB jovem (2003-2005) e teve aulas com Leonardo de Uzeda (PRO-ARTE), Sandrino Santoro (UFRJ), Antonio Arzolla (UNIRIO) e Gael Lhoumeau (Particular). Atualmente ocupa a função de "Artista Visitante" no Estúdio de Som e Música da FEBF/UERJ e tem como áreas de interesse e trabalho a formação musical do músico, a criação artística e musical e as características filosóficas da Educação. Nessa linha trabalha com duas oficinas uma de Prática Instrumental/Vocal e outra de Artes Sonoras: Oficina de Prática Instrumental/Vocal – segunda-feira, de 14h às 18h. A oficina foi criada com o objetivo de potencializar as diferenças existentes no processo de aprendizagem. O que se considera vital, na sua metodologia, é a observação das diferenças que o próprio processo supõe, na medida em que gera alteridades e valoriza as singularidades, ambas constituintes do ato de criação. Trabalha-se sem modelos prévios: o ato de criação assim concebido aumenta a potência do aluno, relacionando, a cada momento, conteúdo e expressão. A “Improvisação Livre” é o caminho para a realização deste trabalho, sem deixar de lado a proposição de arranjos e composições. Oficina de Artes Sonoras – quarta-feira, de 14h às 18h. O que seria a criação em música? É difícil explicar o que uma música expressa, principalmente pelo fato de que sua característica primordial é não possuir um objeto dado a partir do qual se dá a criação. Para a invenção musical o que importa é potencialização, a busca da produção no diferencial, capaz de afetar e delinear aquilo que ainda não existe. De maneira concreta, nesta oficina sugerimos a invenção de instrumentos (tais como a “Marimba de Garrafas” e a “Orquestra de Ventiladores”), a utilização de Paisagens Sonoras pré-gravadas e remixadas (tais como a “Technofeira-remix”), e a ideia de “Objetos Sônicos” (tais como o “O Risco Sonoro”, que é um projeto que pretende questionar o que é a música, fazendo com que os ruídos produzidos pela relação agulha/vinil, nas vitrolas, sejam mais audíveis que as próprias “canções” que um dia foram gravadas). O caminho que percorreremos será o de grupos que busquem uma escuta inconsciente – uma escuta nômade –, que se faz por uma modalidade de escuta, sempre em construção, não se encontrando num modelo pré-formado. Portanto, o inconsciente é tomado aqui como uma máquina produtiva e a escuta inconsciente não se estabelece como algo passivo, e sim como uma ação, produzindo-se no momento exato em que se executam sons, no instante em que há o desvio, ao qual o fluxo sonoro-musical se impõe.